O caso de Eliza Samudio nos faz refletir qual a causa de tanta violência e crueldade? O que leva alguém a agir desta forma? Qual o motivo de tantas atitudes desumanas? Um emaranhado de incógnitas surge diante de tal fato: família, fama, dinheiro, conflitos, violência, vingança, morte. Outra vez, nós brasileiros, estamos diante de mais um ato de violência contra a mulher, com repercussão nos jornais nacionais e internacionais. Além de notícias de pedofilia, tráfico de drogas, corrupção política ou enchentes, surge um fato que chocou os próprios policiais que lutam diariamente para desvendar fatos misteriosos e levar ao banco dos réus o culpado culminando num veredito final.
Neste fato podemos destacar três personagens principais:
- Bruno, menino de origem pobre, abandonado pelos pais, que se destaca no futebol e consegue galgar a fama, tornando-se um ídolo, como muitos outros que saíram da periferia para as áreas nobres das grandes cidades. Adquire bens materiais, mansões, carros importados, amigos, dinheiro, mulheres, e imerso em tantos bens, não consegue administrá-los ou mesmo investir em algo que o dignificasse ou viesse a amenizar a situação do próximo.
- Eliza Samudio, resultado de uma família desestruturada, pais separados, sem relacionamento, não mostrando interesse durante a gestação da filha que não continuou na residência do pai e tampouco procurou a mãe que, segundo informações nos telejornais, havia seis anos que as duas não tinham contato, procurou abrigo na casa de uma amiga onde encontrou apoio moral, colo e atenção.
- A criança, o início e o fim de todo esse fato macabro! O filho é a peça central de todo esse quebra-cabeça, a causa, "o culpado". Se não houvesse a gravidez, nada disso teria acontecido! Ou teria? Tudo girou em torno da luta pelo "reconhecimento da paternidade". Quem sabe o desejo de Eliza era dar ao filho uma paternidade digna, reconhecimento, que ela nunca teve e de todas as formas buscava esse reconhecimento pessoal, essa paternidade, no glamour das passarelas do mundo fashion, ou indiretamente, nos aplausos enlouquecidos e histéricos dos torcedores nas arquibancadas dos mega estádios gritando o nome de um ídolo de futebol. A criança surgiu no contexto social de um mundo capitalista, onde se é valorizado pelos bens materiais e não pelo que o indivíduo é. Onde o lucro é o troféu erguido no pódio, a despeito dos derrotados, dos que sofrem, passam fome, abandono, abuso sexual, sem-teto, sem-amor, sem-escola, sem tudo. Os desfavorecidos, que se encontram à margem da sociedade, sem expectativa de vida, vítimas de crimes hediondos, abuso, exploração. Fatos que estremecem nossa estrutura e joga o Brasil de goleada na mídia internacional. Que importa?
Assim, persiste em nossa mente a pergunta? Por que tudo isso? Por que tanto ódio, tanta crueldade? Vocábulos como; desossar, concretar, esquartejar, até então, quase desconhecidos ou pouco utilizados na nossa língua portuguesa, referindo-se a atos praticados contra o ser humano.
A mulher e a sua semente, a criança, tem sido as maiores vítimas da violência. Qual a origem de tanto ódio contra esses dois seres que simbolizam tanta ternura? Reportando-nos ao início da raça humana, percebe-se que a mulher se destacou na contribuição da história da redenção, conforme Gênesis 3.15 "E porei inimizade entre ti (a serpente) e a mulher e entre a tua semente (Satanás) e a sua semente (Jesus); esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar". ARC., Ainda em Isaías 7.14, Deus promete que Cristo nasceria de uma mulher; "Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel". Em Mateus 1.22-23, dá-se o cumprimento dessa profecia: "Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz:, Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL". (Que traduzido é: Deus conosco). A mulher trouxe uma criança-Rei ao mundo que abalou a estrutura do "império do mau", para reconciliar o homem à Deus, como diz 2 Coríntios 5.19; "Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação".
No Livro "Uma criança os guiará" numa entrevista com Ariovaldo Ramos, ele diz que Satanás tem feito da mulher o alvo de sua vingança: Conquistou os homens, para se transformarem no terror das mulheres em todas as raças e culturas, e até mesmo dentro do cristianismo. Agem assim sem entender que é nelas que está a esperança. Enquanto Deus mantiver a fertilidade feminina, haverá esperança para a humanidade.
Uma criança vai ressurgir e nos libertar. Todas as vezes que vemos uma mulher grávida, é como se Deus estivesse dizendo: "Valeu a pena investir na humanidade. Eu ainda mantenho na mulher o espírito da maternidade, o desejo de ser mãe". Enquanto esse desejo resistir nelas, Deus ainda investirá na humanidade.
Analisando-se a constante violência contra a mulher do ponto de vista teológico, temos uma resposta para tantas interrogações que não tem encontrado eco. Satanás é o príncipe deste mundo e ele veio para matar roubar e destruir, mas Jesus veio para que pudéssemos ter uma vida plena. Desde a queda do primeiro homem houve uma ruptura no seu relacionamento com o Pai e muitos por falta de conhecimento, buscam preencher esse vazio da paternidade com as glórias efêmeras deste mundo e por mais que obtenham recursos, aquele vazio vai estar sempre lá, porque só Deus pode preenchê-lo.
Portanto, busque o reconhecimento da paternidade divina, ele jamais vai te dizer; não, eu não sou teu Pai e sim "este é o meu filho amado, eu tenho muito prazer nele"! Devemos refletir sobre nosso papel, como igreja, diante da violência que permeia a nossa sociedade. O que podemos fazer? Iremos continuar como meros espectadores? A Bíblia diz que nós somos a luz do mundo e o sal da terra. Mas se o mundo está podre, o que está acontecendo? Temos nos colocado diante de Deus como intercessores por um mundo que clama por Salvação? Ou também estamos buscando fama, enquanto o mundo caminha para o abismo?
Sigamos o exemplo de Jeremias: "Embora os nossos pecados nos acusem, age por amor do teu nome, ó Senhor" Jr 14.7, pois como disse Jim Elliot, "Deus ainda está no trono e o homem ainda está no seu estrado, entre os dois há a distância de um joelho".
Oportuno, Elízia, o texto. Mais oportuno ainda lembrar a todos que existe um Deus que não nega a paternidade. Seria tão bom que as pessoas lembrassem disso 24 horas por dia. Deus, teu Pai, te abençõe sempre.
Pura ausência de DEUS e consequentemente de Seus Valores... a tendência é o mundo bem como a humanidade piorarem , com base Bíblica - que assim como foi nos dias de Noé...
Querida amiga, com muita propriedade discorrestes sobre um assunto que tanto nos preocupa e entristece, que é a violencia contra as mulheres. Que Deus nosso Pai, nos proteja sempre.
Abçs.
Jonice
Excelente, o tema merece um paralelo com as proficias biblica
Enquanto nós cristãos estivermos dentro da caverna ou na televisão pregando prosperidade, os demonios fazem bem feito o serviço que o diabo manda-os fazer. A ação do satanás é eficaz neste mundo perverso, mundo mau. Enquanto os crentes em CRISTO JESUS se omitem - os crentes no diabo agem com força total, força avassaladora.
Mulher de Deus. Parabéns pelo comentário muito interessante discutir temas atuais...
Brito - Porto Calvo - AL
Elísia PARABÉNS pela redação, esta é a grande realidade na sociedade brasileira a violência contra a mulher!!! vamos erradicar este tipo de violência.

