
Leitura Bíblica em Classe
Deuteronômio 13.1-5; 18.10-12
INTRODUÇÃO
Hoje vamos identificar o misticismo enganoso que aparece em nosso meio por trás do uso da nomenclatura da profecia. Como identificar essa tendência? Como saber se a manifestação é ou não de Deus? Como fazer avaliação de uma profecia? E as Práticas divinatórias?
Qual a necessidade da profecia bíblica?
Prezado professor, na lição deste domingo o tema a ser tratado é “Profecia e Misticismo”. É um assunto bem atual que remonta o contexto de busca pela espiritualidade no Brasil. Porém, o que a mídia e outros setores de comunicação entendem por espiritualidade é uma rede de conceitos completamente frontal aos princípios estabelecidos pela Palavra de Deus.
AVALIAÇÃO DA PROFECIA
O fato de alguém ser sonhador, profeta, realizar sinais e prodígios, não garante sua profecia ser verdadeira ou não. O profeta precisa ter uma vida em Deus, sua profecia precisa ter coerência bíblica, pois pelos frutos, disse Jesus os conhecereis(Mt7.16). Frutos aqui não é apenas testemunho pessoal, mais também mensagem com conteúdo bíblico. Tanto Jesus como Paulo, nos advertiu quanto avaliar as profecias.(Mt7.15;ICo14.29)
Como eles profetizam em nome de Deus, e de uma “falsa espiritualidade”, há irmãos ingênuos, que acham não puder julgar as profecias. Mais há alguns termos que gostaríamos de destacar, os quais aparecem em Deuteronômio 18.10,11, que farão lembrar compreensão equivocada que a sociedade hodierna tem pelo termo espiritualidade. Os termos são:
• Adivinhador – É o que pratica adivinhação e feitiçaria.
• Agoureiro – Significa fazer agouros pela nuvem. Mas o seu sentido pode ser ampliado para “observar os tempos, praticar adivinhação, espiritismo, magia, bruxaria e encantamento.
• Feiticeiro – Fazer encantamento, adivinhação, presságio, feitiçaria, agouro.
• Encantador de encantamentos – Unir, dar um nó mágico. Manipulação de determinados “poderes sobrenaturais”.
• Consultor de espírito adivinhante – A expressão significa médium, espírito, espírito de mortos, necromante e mágico. A expressão “quem consulte os mortos” é literalmente usada para indicar a necromancia. O necromante é aquele que faz adivinhação por meio de consulta aos mortos, ou seja, é a prática mediúnica. A palavra grega para necromante é nekuomanteia cujo significado é “necromancia, adivinhação por meio da evocação dos mortos”.
• Mágico – É o agoureiro, adivinhos.
Os deuses pagãos (que surgem no imaginário do povo pagão) eram uma abominação, porque eles constituíam uma reivindicação rival à soberania do Senhor. Os seus profetas eram igualmente maus. Professavam ouvir a comunicação de outros deuses e, por isso, tinham de ser mortos por ajudar e promover a sedição segundo o mandamento de Deus.
PRÁTICAS DIVINATÓRIAS
A aparição de falsos profetas e a adoração a falsos deuses (cujo a Bíblia os chama de demônios) está relacionada a prática divinatória.
Há pessoas em determinados lugares que são verdadeiros bruxos. Eles falam em fazer oração contrária pra matar as pessoas, pra não terem prosperidade, eles intimidam as pessoas com agouros, e muitos temem essas pessoas e por isso lhes dão presentes e até lhes dão o dízimo. A bíblia diz “não os temais”(Dt18.22).
Antes de Moisés anunciar a promessa de Deus sobre o estabelecimento do ministério profético em Israel (Dt 15.15-22), Deus advertiu o povo para que ninguém se envolvesse com práticas divinatórias e enumerou algumas delas, dizendo serem parte de culto pagão dos cananeus. Em Deuteronômio 15 é evidente que as práticas divinatórias estão relacionadas com a crença de vários deuses e a ação que constitui o estabelecimento do fenômeno religioso do povo pagão primitivo.
Ao estudar a função do profeta, entendemos que seu objetivo nunca foi adivinhar o futuro ou praticar a adivinhação em qualquer esfera. O profeta atuava para atender as reais necessidades do povo como o mensageiro de Deus. Portanto, o conceito de profeta como adivinhador do futuro é completamente impossível pela Escritura. Esperar que o profeta esteja disponível para adivinhar o porvir é abominação aos olhos de Deus!
Sabemos que o Brasil está mergulhado nos mais profundo ocultismo. Mas o que espanta, é esse mal imperar em certos arraiais evangélicos na forma de “experiências espirituais”. Fotos, rosas ungidas, sal grosso, rodopios “espirituais” e etc., envergonham o Evangelho pisando no sacrifício de Cristo e expondo uma grande parte do povo evangélico brasileiro ao ridículo. Em reuniões que acontecem tais manifestações, o que vemos, é uma série de manifestações e expressões que em nada lembra o verdadeiro poder de Deus.
A NECESSIDADE DA PROFECIA BÍBLICA
Em muitas igrejas hoje, o que está faltando é a verdadeira profecia, visão, iluminação da Palavra de Deus(Pv28.19). Por isso, tanta corrupção! Que Deus ajude aos líderes a tomar mais tempo, ensinando a Palavra de Deus.
Professor, converse com seus alunos e explique que os objetivos da aula são: conhecer o termo misticismo; explicar o que são práticas divinatórias; identificar atos maléficos a nossa fé; compreender, de uma vez por todas, que a relevância do Evangelho não está numa suposta experiência espiritual, mas através da experiência viva e iluminadora da manifestação de Cristo Jesus em nós: “o mistério que esteve oculto desde todos os séculos e em todas as gerações, e que agora, foi manifesto aos seus santos; aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória” (Cl 1.26,27). A profecia genuinamente Bíblica é uma necessidade para o mundo presente, pois ela mostra o caráter santo de Deus. Qualquer profecia que contradiz isto tem que ser desconsiderada. Além disso, todos os acontecimentos futuros referente a este mundo em que vivemos estão vaticinados nas Escrituras Sagradas, com a garantia do seu fiel cumprimento. A expressão “Assim diz o Senhor”, que aparece 407 vezes na Bíblia, é a certeza de que a profecia Bíblica é a voz de Deus na terra para os homens. A sua autenticidade pode ser verificada na pessoa de Cristo, pois das 332 predições do AT. referente ao Senhor Jesus, todas se cumpriram literalmente nele. Sendo assim, a veracidade da profecia é confirmada e a necessidade dela tornar-se uma questão urgente para o mundo.
A profecia Bíblica proclama a vontade de Deus: “Assim fala o Senhor, Deus de Israel, dizendo: Escreve num livro todas as palavras que te tenho dito. Porque eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei tornar do cativeiro o meu povo de Israel” (Jr 30:30). O Senhor disse que iria trazer Israel do cativeiro, e trouxe, conforme a sua vontade revelada na profecia.
A Profecia Bíblica declara os juízos de Deus: “Filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o Senhor Jeová: a Gemei: Ah! Aquele dia!” (Ez 30:2). Os juízos de Deus contra o pecado, por diversas vezes nas Escrituras, são mencionados nas profecias (Ez.21.2; 25.2).
A profecia Bíblica revela a santidade de Deus: “Tu, pois, lhes profetizarás todas estas palavras e lhes dirás: O Senhor, desde o alto, bramirá e fará ouvir a sua voz desde a morada da sua santidade” (Jr 25:30). Uma profecia que vai de encontro a santidade de Deus, tem que ser desprezada veementemente.
A profecia Bíblica mostra o grande amor de Deus: “Assim diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio….convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão morrereis, ó casa de Israel?” (Ez 33:11). A história de Israel é marcada por desvios e grandes pecados, os juízos de Deus foram contundentes contra eles. Mas a misericórdia, a compaixão e sua grande longanimidade estão presentes nas profecias a partir do momento que o Senhor promete resgatar e restaurar o seu povo (Zc. 12.7).
A revelação do Caráter Santo de Deus, a sua vontade anunciada e confirmada, os juízos contra os pecados, a santidade exigida e o seu grande amor com os pecadores são mostradas nas profecias. Desta forma, isso nos mostra os propósitos da profecia bíblica e a necessidade dela ser ouvida por esta geração envolvida com o misticismo satânico.
CONCLUSÃO
A profecia Bíblica é a voz de Deus na terra. já o misticismo com as suas práticas divinatórias não provêm de Deus, e sim do maligno. Em todos os textos que estudamos ficou claro a ordem expressa de Deus para não nos envolvermos com tais práticas. A Bíblia a classifica como abominação, algo repugnante, detestável aos olhos do Senhor. “Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR” (Dt.18.12). A Bíblia encerra em si mesma toda revelação para o mundo, não sendo necessário feiticeiros, adivinhadores, nem prognosticadores e nem agoureiros. Amados irmãos, vocês tem a Bíblia, o Senhor Jesus e o Espírito Santo para lhes guiar,(Rm8.16). Então siga firme a orientação de Deus pra sua vida!
Referência Bibliográfica
Pequena Enciclopédia da Bíblia – Orlando Boyer – Editora Vida.
Evidência que merecem um veredito – Josh McDowell – Editora Candeia
SOARES, Ezequias. O Ministério profético na Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD, 2010.
ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.
Assunto pertinente e esclarecido..obrigado pastor
paz está lição foi muitobom p/ esclarecer as pessoas p/ ñ/ entrar por estas portas largas q/ já tenhem em muitas igrejas infelismente supertições evan.ect. irmão tem cuidado detimesmo e da dotrina ( 2 Tm 4: 16) ok!!!!
A paz do Senhor Pr. Jairo muito bom esse comentário, pois tem nos ajudado muito, e também tenho sentido muita saudadesde todos ai em Alagoas, que Deus continue te abençoando em seu ministério, espero q se lembre de mim lá do clima bom 1, fica na paz.
Pastor graças a Deus por estes comentario tem sido uma benção, seria melhor se ele estivesse na net logo após ser falado no programa, assim nós poderiamos estudar mais um pouco.
obrigada por tudo tem sido uma benção para os professores.
Fica na paz
