
Leitura Bíblica em Classe
Números 11.24-29
Introdução
Prezado professor, vamos iniciar um novo trimestre em Lições Bíblicas. O tema desse trimestre é “O Ministério Profético na Bíblia, A voz de Deus na Terra”. O objetivo principal desse tema é percorrer toda a Bíblia a fim de descortinar os desdobramentos e implicações do ministério profético nela. Professor, é urgente que a Igreja esteja pronta a conhecer, compreender e discernir quem, de fato, é verdadeiro profeta.
A abordagem de alguns temas é inédita. Por exemplo, veremos como os profetas lidavam com questões de cunho social e político no exercício de seus ministérios e o que isso tem a ver com a igreja; a presença do misticismo em um confronto direto com a verdadeira profecia; a diferença entre dom ministerial de profeta e o dom de profecia (Ef 4.11); qual é a missão profética da Igreja? São temas que edificarão a sua vida a de seus alunos.
O INICIO DO MINISTÉRIO PROFÉTICO
Há todo um contexto histórico, mais o texto, deixa claro que Moisés iniciou o oficio profético em Israel(v.24-26). O termo profeta é derivado do grego prophetes, “aquele que fala sobre aquilo que está porvir, um proclamador ou intérprete da revelação divina.
Esse termo refere-se àquele que age como porta-voz de um superior. Pode, também, ser utilizado como sinônimo de “vidente” ou “pessoa inspirada” (Os 9.7; 1 Sm 9.9). O termo hebraico para profeta é nabi’ cujo o significado etimológico mostra uma força de autoridade representativa . Em Deuteronômio 1.18b Deus afirma que o profeta [nabi’] declarará tudo que Ele ordenar. Em Êxodo 7.1 nabi’ [profeta] tem o mesmo valor semântico de representação de autoridade. Em outras passagens como Êxodo 4.15,16; Jeremias 1.17a; 15.19; a palavra nabi’ [profeta] aparece no contexto de um mensageiro que fala em nome de um superior.
II – O MINISTÉRIO PROFÉTICO E O PROFETA
O ministério de profeta tem seu início em Moisés com a manisfestação clara do exercício profético no arraial israelita (Nm 11.25,26). A concepção da instituição divina de ministério profético é ratificada em Deuteronômio 18.9- 22, onde a contraposição entre profeta e prognosticadores (encantadores, mágico, etc.) é feita com a promessa do surgimento do grande profeta em Israel (vv. 15-22): Jesus Cristo (At 7.37,38).
No período monárquico, em Israel, aparecia a primeira escola de profetas (1 Sm 10.5,10). Isso introduz o papel importante que o profeta exerceria no período monárquico. Ele seria consultado pelos os reis como representantes de Deus para com o povo. Este profeta falaria ao rei através dos oráculos. Esse período para os profetas, em Israel, é marcado por respeito e reverência por parte da nobreza e do povo (1 Sm16.4,5).
No período da monarquia dividida, surge o então conhecido movimento de profetas em Israel que tecnicamente, em Teologia, é chamado de Profetismo. Esse movimento tinha o objetivo de restaurar o monoteísmo hebreu. Os profetas desse período combatiam a idolatria, denunciavam as injustiças sociais, proclamavam o Dia do Senhor com o objetivo de reacender a esperança messiânica no povo. Esse movimento iniciou em Amós encerrando, cronologicamente com Malaquias. Esse período, diferentemente do anterior, caracterizado pelo sofrimento e marginalização que os profetas eram condicionados a passar. De homens dignos de reverência passaram, os profetas, a homens “dignos” de tratamentos mais baixos possíveis. Isso porque a mensagem de tais profetas ia de encontro aos interesses escusos das lideranças religiosas e políticas de Israel e Judá (Hb 11.36-38).
CONCLUSÃO
Vivemos tempos difíceis, o povo de Deus está faminto pela palavra profética autêntica. Entretanto, nestes últimos dias tem aparecido muitos falsos profetas que enganam até os escolhidos. Que o povo de Deus tenha discernimento e sabedoria, a fim reconhecer aqueles que são verdadeiramente autorizados para falar por Deus e em lugar de Deus.
A igreja precisa da profecia.(Pv29.18), A palavra de Deus nos aconselha a não desprezá-la.(ITss5.20), Porém nesses últimos dias como muitos falsos profetas tem surgido, para conduzir os crentes a apostasia, a Igreja precisa aprender a julgar as profecias.(ICO14.29), Assim a maior necessidade da igreja hoje, é conhecer mais a Palavra de Deus, pois toda profecia precisa ser confrontada com a própria Palavra, já que o nosso Deus nunca se contradiz e foi Ele, através do seu Espírito quem a inspirou.
Referência Bibliográfica
DicionárioWycliffe.Rio de Janeiro, CPAD. ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro, CPAD.
saudade daquela aula.......o fenômeno do profetismo israelita.....Os rapsodistas
Teologia bíblica..(o nosso carro chefe)
Há pelo menos 1600 vezes na bíblia a expressão: Assim diz o Senhor...e não; eu profetizo!!!
O profeta confrontava o povo a tomar uma decisão
Exortava a fé ou ainda uma atitude Is 1.19
Obrigado Pastor:..
Teologia é com alimento
Bem preparado
Da uma boa refeição...
