
Leitura Bíblica em Classe - Jeremias 45.1-5
Introdução
Na lição vamos tomar como personagem principal, Baruque, um escriba e fiel amigo do profeta Jeremias. Sua coragem e zelo, sua expectativa que foi frustrada. Por fim aprenderemos que Sucesso Ministerial é diferente de Excelência ministerial.
No contexto hodierno do cenário evangélico brasileiro, no que diz respeito à ética ministerial, clama por uma profunda reflexão de acordo com os pilares que sustentam o modelo de vida proposto pelo o reino de Deus, isto é, o seu padrão ético. À guisa de uma definição mais expressiva sobre a ética, poderíamos propor “a conduta ideal do indíviduo”. Naturalmente, é unânime, no contexto social, que o indivíduo exerça uma conduta exemplar. Porém, o problema ético surge quando ocorre a tensão entre o comportamento ideal e a conduta defeituosa.
O “inter-relacionamento do nosso ser” definirá a veracidade de caráter. Nessa relação, a tensão entre o comportamento ideal e a conduta defeituosa é inevitável, assim como não podemos impedir o raiar da luz solar, as verdades de nossas ações soam como um sino que tine numa cidade.Vejamos;
I – QUEM ERA BARUQUE
Seu nome no hebraico significa “Deus seja bendito”, Pertencia a nobreza de Judá, era um jovem culto e bem educado, que colocara todos os seus talentos a serviço do reino de Deus. Ele cuidava dos negócios particulares de Jeremias. Registrava e lia as palavras dele com coragem e zelo. Será que estamos sendo esse tipo de obreiro na Casa de Deus? Será que nessa geração estamos formando obreiros com essas qualidades?
É nessa linha de reflexão que o Pr. John Macarthur Jr. confronta o comportamento ideal no ministério pastoral e a conduta defeituosa em seu exercício:
A responsabilidade dos líderes da igreja é o assunto de 13.17 (epístola aos Hebreus), que trata especificamente de sua responsabilidade como exemplos. O autor instrui os leitores: “Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver”. Examinar o resultado de seu estilo de vida (de anastrophe) e imitar (imperativo presente de mimeomai) a perseverança deles na fé são esforços paralelos. Tais exemplos concretos harmonizam-se com a ênfase total da epístola, que é permanecer.
A mensagem correspondente de Pedro dirigi-se diretamente aos líderes da igreja. Ele ordena aos presbíteros: “Apascentai o rebanho de Deus que está em vós” (2 Pe 5.2; conforme Jo 21.15-17; At 20.28). Esse é o único imperativo na passagem, mas seu sentido imperativo permeia todas as qualificações seguintes (vv. 2,3). Três contrastes destacam os motivos da liderança espiritual:
1. Os líderes espirituais não devem servir por constrangimentos humanos, mas por compromissos divinos.
2. Os líderes espirituais não devem ministrar por lucros injustos, mas com zelo espiritual.
3. Os líderes espirituais não devem liderar como ditadores orgulhosos, mas como humildes exemplos.
Os pastores do Novo Testamento têm a obrigação impositiva de ser um modelo ético para o rebanho de Deus. As ovelhas, por sua vez, devem imitar a vida de seus líderes [grifo nosso] (Hb 13.7), o que exige humildade genuína (1 Pe 5.5,6).
II – SUCESSO MINISTERIAL OU EXCELÊNCIA MINISTERIAL?
Vamos analisar esses termos etimologicamente.Excelência: Sumo grau de bondade ou perfeição.“Desde Sião, excelência de formosura, resplandece Deus”(Sl 50.2); “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Co 4.7). Subtende-se por estas passagens que a excelência não é do servo e sim do Senhor. O Senhor é aquele que dirige, levanta, vocaciona, unge e envia, o ministro é apenas o canal por onde a excelência de Deus é manifesta.
Excelente: Que é de qualidade superior.
“Porquanto espírito excelente, conhecimento e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e solução de casos difíceis se acharam neste Daniel, a quem o rei pusera o nome de Beltessazar; chame-se, pois, a Daniel, e ele dará a interpretação” (Dn 5.12). “Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino” (Dn 6.3). Aqui observamos que Deus nos capacita com um espírito excelente de qualidade superior para desempenharmos a sua obra de maneira sublime que glorifique ao Senhor Criador dos Céus e da terra.
Verbos Shãrat: “servir, ministrar”. B. Substantivos ‘ãbôdãh: “obra, obreiros, trabalho, serviço”. ‘ãbad: “servir, cultivar, escravizar, trabalhar”. C. paticípio Shãrat: “servo, servidor, ministro”. Josué 1.1 é um exemplo da ocorrência da palavra shãrat: “e sucedeu, depois da morte de Moisés”, servo [‘ebed] do SENHOR, que o SENHOR falou a Josué, filho de Num, servo [shãrat] de Moisés.
Serviço. Diakonia do grego. Esse mesmo que ministério; é usado acerca de (a) deveres domésticos, (b) o “ministério” religioso e espiritual: (1) o “ministério” apostólico (por exemplo), (2) o “serviço” dos crentes (por exemplo, “administração”; “o ministério”, não no sentido de função eclesiástica; coletivamente, o “serviço” de uma igreja local; “socorro”; “serviço”); o “serviço” de Paulo em favor dos santos pobres ; (3) o “ministério” do Espírito Santo no evangelho; (4) o “ministério”dos anjos “servir”); (5) o trabalho do evangelho em geral (por exemplo,”da justiça”; “da reconciliação”); (6) o “ministério” geral de um servo do Senhor em pregar e ensinar.
Servir. Diakoneõ “ministrar, auxiliar”, “prestar qualquer tipo de serviço”,
“Servir”, Douleuõ “servir como doulos”.
Servo. Doulos Adjetivo que significa “em escravidão”.
Em nenhum texto sagrado vamos encontrar Deus nos chamando para o sucesso e sim para a excelência. Sabe porque há tantos obreiros frustrados? Porque estão atrás de sucesso. O sucesso dá nome, riqueza, prestígio, mais não dá a glória da excelência, a glória da presença de Deus.
Hebreus 6.12 também fala da exemplificação. Os exemplos aqui são todos os que “pela fé e paciência, herdam as promessas”. O autor urge com os leitores dessa epístola a se alistarem em suas fileiras por meio de uma conduta de imitação.
Michaelis está correto ao afirmar:
A exortação em 3 João 11: [memimou to kakon Allá to agathon, “Não sigas o mal, mas o bem”] é geral, mas está estreitamente relacionada com o que a antecede e sucede. Gaio não deve ser enredado por Diótrefes, que é denunciado em v. 9. Ele deve seguir Demétrio, que é louvado no v. 12.
As Escrituras nunca afirmam que os crentes devem imitar uma abstração. Como aqui, o exemplo é sempre concreto. Essa passagem fornece tanto o padrão negativo como o positivo.
O povo de Deus deve imitar não apenas outros discípulos maduros, mas também as pessoas que Deus lhe ofertou por líderes espirituais (Ef 4.11-13). Estes, por sua vez, em harmonia com os testemunhos do círculo apostólico, devem esforça-se para ser como Cristo, o único que manifesta a imagem moral perfeita de Deus. No Novo Testamento, o elo vital da imitação ética representada nos líderes da igreja é particularmente evidente. Por conseguinte, para redescobrir o ministério pastoral de acordo com a Palavra de Deus, é preciso que os líderes eclesiásticos de hoje não só reconheçam e ensinem a prioridade da exemplificação moral, mas aceitem esse desafio maior pessoalmente e, por sua graça, vivam como exemplos diante das ovelhas de Deus e de um mundo crítico, pronto para levantar acusações.
O modelo proposto por Cristo para o exercício de uma ética cristã incube os representantes do reino a desempenharem um papel que protagonize a excelência do reino, e jamais o sucesso individual.
CONCLUSÃO
No cenário evangélico brasileiro é possível desempenhar esse papel?
Paulo nunca se frustrou, porque buscava a excelencia.(GL6.14); João batista, também não, porque dizia:É necessário que Ele cresça e que eu diminua.(Jo3.30)
Reflexão:
“Devemos não só nos perguntar: O que estamos sendo?, mas também: Estamos sendo em direção a quê?”
O v.5 diz: E tu procuras grandezas? O que você tem almejado meu amado irmão? Sucesso ou excelência? É hora de avaliarmos nossas prioridades. A grandeza é de Deus e d’Ele nos vêm a excelência.
Referência Bibliográfica
MACARTHUR, John Jr. Ministério Pastoral. Rio de Janeiro, CPAD, 4ª ed. 2004
Panorama do Pensamento Cristão. Rio de Janeiro, CPAD, 2001
CHAMPLIN, R. N.; BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. São Paulo, Editora Candeia, 1995, vol. 2
A cada dia fico agradecido com os temas abordados pela licao,como tambem o comentario do Pr Jairo a grandeza e de deus a honra e a gloria e nos somos aaaaaabencoados pela sua misericordia.
Hoje sabado nao poderia deixar de agradecer este estudo tao maravilhoso passado para nos pelo Pr Jairo,qqqque o nosso bondoso Deus te use a cada dia.
