
Vários trechos na Bíblia trazem a história de mártires, aqueles que foram mortos – alguns de forma truculenta – por não negar a fé em Cristo Jesus. Pelo mundo afora são outros tantos homens e mulheres de Deus que lutaram até o fim, dando a sua própria vida para expandir o Cristianismo. O pastor José Esperidião de Almeida pode ser considerado um mártir por ser um guerreiro e não negar a fé, mesmo com a morte violenta.
O caminho trilhado por ele, enquanto esteve na terra, foi narrado pela esposa em um manuscrito, por meio do qual o portal AD Alagoas subsidiou esta biografia. O documento foi feito a mão, em 1975, doze anos após a morte do pastor, e detalha desde o nascimento até o falecimento daquele que entraria para a história do ministério da Assembléia de Deus em Alagoas.
Para defender a causa do Mestre, foi ameaçado por um grupo de religiosos, chegou a ser preso, enfrentou uma sessão de apedrejamento e foi assassinado com um golpe de faca-peixeira dentro da igreja, em pleno culto, por um desconhecido que se dizia cumprir ordens de padre Cícero. A execução chocou a pequena Colônia Leopoldina, no ano de 1963.
Os familiares contam que foi difícil aceitar tamanha barbaridade, no entanto, entenderam que o Senhor permitiu esta morte para que muitos pudessem ser tocados pela Palavra de Deus. Eles compreenderam que a trajetória de vida do pastor José Esperidião de Almeida serviu para entender a determinação dele em pregar o Evangelho, mesmo que para isso tivesse que desafiar autoridades políticas, policiais e religiosas da época.
Segue abaixo o manuscrito da irmã Nila Tavares de Almeida, esposa do pastor José Esperidião de Almeida.
“José Esperidião de Almeida, filho de Joaquim e Guilhermina de Almeida, nasceu em Limoeiro de Anadia aos 5 dias de dezembro de 1905, onde viveu a sua infância e juventude. Como a agropecuária não oferecia melhores perspectivas naquele tempo, sua família migrou para Maceió, capital do Estado, onde ouviu pela primeira vez a mensagem do Evangelho.
Não tardou e a Igreja Evangélica Assembléia de Deus foi acrescida no seu rol de membros de uns quinze ou mais componentes daquela grande família. O jovem Esperidião revelava-se muito dedicado e submisso ao ministério. Esses requisitos, aliados a outros, e revelados na sua disposição em servir contribuíram para sua indicação no grupo de auxiliares.
Mais tarde, em 1º de setembro de 1942, por ocasião da Convenção Estadual, foi consagrado Evangelista e enviado para a obra do Senhor em algumas cidades do interior do Estado.
Assumiu a direção dos trabalhos em Matriz do Camaragibe, mantendo-se fiel ao padrão doutrinário, sobressaindo-se também pela sua generosidade e hospitalidade. Para isso, contava com a dedicação de sua esposa-irmã Maria Laura.
Findo seu tempo de trabalho naquela cidade, por determinação ministerial, foi transferido para a cidade de Palmeira dos Índios. Ali prosseguiu com o mesmo desvelo pela causa do Mestre.
Em agosto de 1951, na Convenção Estadual, foi consagrado pastor. Essa cerimônia foi efetuada pelos missionários Samuel Hedlund e Nels Nelson, juntamente com os pastores que presidiam o evento.
Nesse mesmo ano Deus recolheu a irmã Laura, sua esposa. No ano seguinte casou com a jovem Nila Tavares, serva do Senhor, dedicada às atividades evangelísticas desde sua adolescência, desenvolvendo esse trabalho com notável dinamismo e dedicação. Cumprindo seu papel de esposa de obreiro, manteve-se como cooperadora e companheira leal.
A paixão pelas almas era uma das características do pastor José Esperidião de Almeida. O trabalho para amenizar, contornar e resolver problemas, atendendo pacientemente os mais fracos na fé, muitas vezes chorando com eles, fazia-se notável sem que para isso fizesse qualquer esforço.
Seu envolvimento com a necessidade do próximo não podia ser apartado do ministério que o Senhor lhe entregara. A sua mesa, tinham acesso tantos quantos se aproximassem e, por isso mesmo, Deus supria de modo maravilhoso suas necessidades.
O hino de nº 232, da Harpa Cristã, era um dos seus prediletos: “Bem-aventurados são os de limpo coração, que não buscam as riquezas para si...”. Cantava-o e aplicava-o ao seu viver, expandindo o Evangelho da paz, através do socorro e misericórdia.
Após seis anos na cidade de Palmeira dos Índios, foi transferido para Viçosa, depois Penedo e por fim Colônia Leopoldina. Enfrentou grandes perseguições por causa do Evangelho.
No início do seu ministério, enquanto pregava em praça pública, na cidade de Anadia, foi recolhido à cadeia por ordem do delegado e submetido a interrogatórios recheados de perguntas desconexas. Ficou detido até o dia seguinte quando ordens superiores da capital autorizaram sua soltura.
Em Paulo Jacinto, já em 1954, ao distribuir literatura evangélica na feira livre, foi cercado por um grupo de devotos católicos, comandados pelo sacristão e professoras/beatas que gritavam-lhe impropérios, insultos e arremessavam bagaços, frutas podres e lixo.
Enquanto o tumulto aumentava e não aparecia nenhuma autoridade para dispersar os arruaceiros, ele estendeu os braços e gritou: Crucifiquem-me! Crucifiquem-me! Nesse momento, Deus usou um cidadão muito conceituado na cidade que o amparou e o livrou da multidão, evitando um massacre público.
Também na cidade de Penedo, em meados de 1957, sofreu apedrejamento e foi conduzido à delegacia policial a pedido do Clero, sob a acusação de provocar a desordem pública ao pregar o Evangelho na praça. Em momento algum, diante dessas provocações malignas, houve em seu coração o menor sentimento de abandonar a causa do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Colônia Leopoldina foi seu último campo de trabalho. A Igreja prosperava, e o pastor José Esperidião, junto com sua família, agora acrescida de oito filhos, desfrutava grande estima da população.
No quarto ano de serviços naquela cidade, trágica fatalidade lhe sobreveio. Em 22 de janeiro de 1963, o templo da Assembléia de Deus foi invadido por um elemento desconhecido na cidade, dizendo-se devoto do padre Cícero Romão Batista. Alegando estar cumprindo suas ordens, desferiu mortal golpe de faca-peixeira, ceifando-lhe a vida.
Na partida para o Reino Celestial deixou viúva irmã Nila e órfãos seus filhos menores com idades entre 1 e 9 anos de idade. O Senhor em sua suprema fidelidade e misericórdia tem feito prosperar sua Palavra na vida dessa família, amparando e suprindo suas necessidades. Aleluia! “Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus no seu lugar santo.” Salmo 68.5
O pastor José Esperidião de Almeida, mártir do Evangelho, chamado a uma vida melhor, aguarda o som da última trombeta para a primeira ressurreição, quando nos encontraremos, para juntos louvarmos ao Senhor Deus Eterno para sempre”.
vidas como estas em biografia, somente nos estimula a continuar a servir ao Senhor. Tive o privilegio de conhecer e admirar o Pr. Esperidião na cidade de Penedo em 1958 e poder ouvi-lo por algum tempo. Marcou minha vida e de minha família; Ele nos hospedava, com muito carinho nos domingos para que pudéssemos ficar todo o dia participando dos trabalhos, pois morávamos do outro lado em sergipe . parabens por Biografias desse quilate Itamar
Sou Grato a Deus em ser a continuidade do ministerio pastoral en nossa familia. Servindo como pastor Em compenhague Dinamarca.
Javan Junior, Pastor e neto
Graças a estes servos de Deus que desbravaram as cidades do interior e difundiram o evangelho do nosso senhor. Sinto-me honrado em fazer parte desta historia e poder testemunhar aos meus filhos o grande homem de Deus que foi o bisavô deles.
Quero registrar minha satisfação e gratidão, a Igreja Evangélica Ass. de Deus em Alagoas, por tão nobre reconhecimento do Pastor Esprridião de Almeida - nosso querido pai - com a publicação da biografia: "O mártir do Evangelho"
Congratulo-me com a Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Alagoas, por excelente trabalho.
Sei que "Melhor é a boa fama do que o melhor ungüento, e o dia da morte, do que o dia do nascimento de alguém." (Ec 7.1) e ainda "Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o ouro." (Pv 22.1,2).
Sinto-me privilegiado em fazer parte dessa história.
Para um estóico, um cristão dos primeiros séculos e mesmo qualquer sujeito até dois séculos atrás, na hierarquia dos valores, a vida viria depois da dignidade, da verdade, da fé, da honra. Assim era a concepção de vida do Pastor José Esperidião. Eu, sua filha primogênita, minhas irmãs e irmãos, agradecemos a publicação da emocionante biografia do nosso querido pai.
FIQUEI MUITO FELIZ EM LÊR ESTA HISTORIA DESTE GRANDE HOMEM DE DEUS,TIVE O PRIVILEGIO DE CONHECE-LO, EU ERA CRIANÇA QUANDO ERA PR.DA IG.DE COLONIA, EM UMA VISITA QUE MEUS SAUDODOS PAIS FIZERAM A FAMILIA, AINDA HJ.LEMBRO-ME ELE LENDO A BIBLIA E ACONSELHANDO TODAS AS CRIANÇAS QUE PERMANECESSE FIRMES NO SENHOR JESUS.AMÉM. QUE NÓS COLOQUE EM PRÁTICA NAS NOSSAS VIDAS EX.ASSIM DE AMOR MUITO AMOR AS ALMAS.
É MARAVILHOSO SABER HISTORIAS ASSIM, DE HOMENS QUE ENTREGARAM SUAS VIDAS POR AMOR A OBRA DE DEUS; QUANDO SER PASTOR NÃO ERA SIMPLISMENTE POSIÇÃO SOCIAL OU ECLESIASTICAS, MAS SIM VERDADEIROS DESBRAVDORES.
A HISTÓRIA DESSE HOMEM DE DEUS É LINDA! SOU GRATO A DEUS EM SER NETO DELE, É MOTIVO DE ORGULHO PARA TODOS NÓS DA FAMÍLIA! APESAR DE TODOS OS FILHOS FICAREM SEM PAI O TODO PODEROSO CUIDOU E HOJE ESTAMOS AQUI, FILHOS, NETOS E BISNETOS LENDO ESSA MATÉRIA E NOS EMOCIONANDO...
Era exatamente isto que eu queria ver. A história da nossa igreja sendo conhecida pelos nossos filhos. Hoje louvei à Deus por esta matéria. Parabéns.
Queridos irmãos que fazem parte desse conceituado trabalho informativo da nossa igreja Assembléia de Deus em Alagoas, parabenizo pela iniciativa de nos trazer ao conhecimento esses fatos e testemunhos, louvo a Deus pela vossas vidas, sem fazer excessão de nenhum da equipe. Continuem com esse dinamisno, passando-nos informações muito preciosas desses homens e mulheres que Deus usou e continua usando para manifestação de sua Glória aqui na terra. Glória a Jesus!
Amém.
