
A trajetória terrena do pastor José Moraes Alves pareceu curta, mas um fato é certo: a vida dele foi suficiente para colocá-lo na galeria dos grandes homens de Deus em Alagoas. Ele nasceu em Murici, interior do Estado, no dia 15 de abril de 1935. Era filho de Manoel Francisco Alves e de Cícera Moraes Alves.
Durante a infância, José Alves aprontou muito, segundo relatos dos familiares. Ele morava em um sítio e próximo ao rancho vivia um senhor muito amigo dos seus pais e que criava camarão pitu e cultivava hortifrutigranjeiros. Costumeiramente o menino fazia um fogo escondido e pegava os camarões para comer frito. As frutas também não demoravam muito tempo por causa das travessuras dele.
A única recordação dele quando jovem era de que era preso ao vício de fumar. A libertação veio somente quando José Alves teve um encontro com Jesus por volta de 1950. Ele morava na Chã de Bebedouro e até os dias atuais o irmão que o conquistou para Cristo vive para contar a história. O batismo com o Espírito Santo aconteceu em 1958.
Quando foi morar na Rua Marquês de Abrantes, em Bebedouro, conheceu a mulher da vida dele, Maria da Conceição Correia Alves. O casamento aconteceu em Maceió e da união vieram dez filhos: Eliane, Elias (falecido), Elizete, Edja, Edjane, Edson, Regina, Ester, Eliene e Elivânia. Dos herdeiros, surgiram treze netos e mais três bisnetos.
José Alves sempre foi muito aplicado aos assuntos cristãos. Por conta disso, foi logo separado para auxiliar da igreja. Os familiares recordam que ele nunca serviu a Deus como diácono, passou logo para o presbitério. A consagração ocorreu na gestão do ex-pastor presidente Antônio Rêgo Barros, de saudosa lembrança.
Neste tempo, ele gostava muito da companhia do irmão Aurélio Buarque. Os dois faziam sempre um culto no conjunto Saúde, em uma localidade apelidada de Curralinho.
O bom desempenho como presbítero o levou a ser evangelista e pastor. Em 1965, mudou-se para Penedo, o primeiro campo a ser cuidado por José Alves. Encontrou a igreja com 15 membros, os demais estavam cumprindo disciplina por desobediência.
A família revelou que a região era muito pobre e por muitas vezes passaram momentos de aperto financeiro. Eles contam que um dia, José Alves foi levar a santa ceia para uma irmã em Junqueiro. Saiu de casa apenas com o dinheiro da passagem e não teve condições de deixar o mantimento para o almoço.
Neste período, perto da refeição, chegou visita na casa do pastor. A esposa pediu para a irmã dela, Sebastiana, fazer uma oração no quarto enquanto colocava a panela apenas com água no fogo. As duas se revezavam nos períodos de intercessão. Por volta das 12h30 chega o irmão Carreiro, muito amigo da família, com uma feira completa. O destino era a casa do pastor.
Em outra ocasião, o pastor José Alves precisou viajar e mais uma vez os armários estavam vazios. Sempre confiantes na providência divina, os parentes se uniram em oração na galeria do templo e foram surpreendidos com a visita do jovem Neemias, afastado do Evangelho e funcionário do Banco do Nordeste. O detalhe é que ele estava ali para pagar o dízimo. A quantia foi suficiente para cobrir as despesas.
O templo onde aconteciam os cultos foi totalmente reformado pelo pastor. A família precisou se mudar para a casa de uma irmã enquanto a reforma era executada. Como as paredes do antigo espaço foram demolidas, a metralha foi aproveitada no alicerce.
Neste campo, José Alves evangelizou todos os povoados que pôde, sempre a pé. Ergueu novos templos e trabalhou muito com a juventude, sempre na organização de eventos.
SÃO MIGUEL DOS CAMPOS
A segunda região que recebeu os cuidados do pastor José Alves foi São Miguel dos Campos. Os municípios de Feira Nova (atual Teotonio Vilela), Luziápolis e Jequiá da Praia tiveram os trabalhos de evangelismo iniciados com a gestão do ministro.
O belo serviço rendeu a ele o reconhecimento de toda a população. Os vereadores da cidade o homenagearam com o título de cidadão honorário miguelense.
O templo que ainda hoje é utilizado pela igreja em São Miguel dos Campos foi reformado por José Alves. A família recorda que o pastor não media esforços para ajudar aos irmãos desempregados. “Ele sempre fazia compras no fim do mês e dividia com os mais carentes”, disse Eliane Correia, filha do ministro.
José Alves também gostava muito de organizar grandes festas no município. Para isso, montava uma grande estrutura e dividia as tarefas. O desfile no dia 7 de Setembro – iniciado na gestão do pastor Alves – até hoje é um sucesso na cidade.
ACIDENTE
Pastor José Alves, a esposa, o motorista e mais duas irmãs viajaram, em janeiro de 1983, para Vitória, no Espírito Santo, onde participaram da Convenção Geral da Assembléia de Deus no Brasil. Vários pastores preferiram ir de avião, mas José Alves decidiu seguir viagem em seu carro, um Opala azul. Vale ressaltar que Maria da Conceição Alves nunca havia deixado o Estado no carro do marido.
Quando o evento acabou, no dia 21 de janeiro, os cinco decidiram passar no Rio de Janeiro. A intenção era conhecer a capital carioca.
No entanto, por volta das 5h, num trecho de rodovia próximo ao município de Taborá, no Rio, um dos pneus do veículo do pastor teria estourado, o carro passou para a contramão e colidiu fortemente com um caminhão carregado com 14 toneladas de cimento. A batida teria ainda incendiado o Opala, deixando-o totalmente destruído.
Os ocupantes do veículo morreram na hora. Eles ficaram presos às ferragens. O motorista do caminhão nada sofreu e relatou que não teve como evitar a colisão. O acidente foi manchete nos principais veículos de comunicação do Brasil.
O fato comoveu a igreja em São Miguel. Até o líder católico do município fez uma homenagem. Para o pastor-presidente José Antônio dos Santos a perda foi irreparável. De acordo com a família, os dois eram muito próximos e estudaram juntos o curso de Teologia.
As filhas de José Alves relembram que um dia Maria da Conceição Alves comentou em casa para o esposo que não aceitaria ficar viúva. José Alves tranqüilizou a esposa garantindo que os dois morreriam juntos.
“Para mim foi uma grande perda, mas para nós fica o exemplo dele como homem honesto, digno e que colocava Deus sempre em primeiro lugar. O que somos hoje é resultado do que ele deixou para nós”, emociona-se Elizete e Eliane Correia.
Nunca perdia as festividades que ele fazia em Sao Miguel. Deixou muitas saudades.
nao conheci meu avo mais pelo que meu fala era um grande homen de DEUS
UM OBREIRO QUE TRABALOHOU EXCLUSIVAMENTE PARA JESUS E QUE NAO TINHA ENTERESSE EM BENS MATERIAL
Foi um privilégio p mim e para os meus pais, Alda e José Aurélio, a oportunidade de conhecer este servo de Deus, Pr. José Alves. Sendo um grande exemplo de homem valoroso, fiel a Deus e aos princípios cristãs. Mesmo q aos olhos humanos não compreendamos a forma como eles partiram. Porém, sabemos q o nosso Deus é q determina o tempo da nossa passagem pela vida. Creio q eles estavam preparados para partir do nosso convívio. Restando p nós a saudade. Mas, acreditando que ele foi um homem q dedicou a sua vida na obra de Deus. Hoje, podemos perceber o quanto Deus cuidou dos seus filhos. Acompanhei todo o processo de perda, mesmo na minha imaturidade. Entretanto, Deus tem cuidado de cada um deles, mostrando que foi um exemplo de pai. Os filhos testemunham isto, provando p nós q ele semeou a boa semente. Que Deus possa confortar o coração dos familiares, especialmente da minha amiga Elizete, pois, acompanhei a sua luta p que seus irmãos continuassem firmes e fortes na fé em Cristo Jesus. Adimiro-os, pela coragem e fé, sei q somente quem tem Deus na vida é q pode experimentar desta consolaçao. Sabendo q Ele faz toda diferença nas nossas vidas. Para mim, também, resta a saudade da sua partida. mas, tenho a certeza q Deus o amou tanto que o abraçou e acolheu mais cedo.
Agraço a Deus por ser herdeira desse grande homem de Deus e dessa grande mulher, meus pais realmente foram um exemplo e base na minha educação e na dos meus filhos que ainda são pequenos mas já sabem o que Deus é capaz de fazer na vida de quem o ama.
Agradeço a Deus os pais que ele me deu, não me deixou herança material mais me deu o maior presente, a herança espiritual e a certeza de um dia encontra-los no ceu.
Não tive a oportunidade de conhecer, mas minha esposa irmã Aquinoã e familia tiveram o prazer de conhecer, e sempre me falou que o abenegado pastor era um grande homem de Deus. Curiosidade: 10 dias antes do falecimento do casal. minha esposa estava na casa do pastor Adelmo do Espirito santo quando o mesmo foi convidado a ir até um hotel em ponta verde para conhecer um casal de Brasilia, ela minha esposa juntamente com as filhas e esposa do pastor Adelmo ao chegarem lá no hotel Deus usou poderosamente a irmã de Brasilia para entregar uma mensagem de Deus: que em breves dias estaria recolhendo duas grandes colunas da igreja em Alagoas e que o pastor Adelmo muito iria trabalhar, e dias depois Jesus levol para si o casal e no momento o pastor presidente Manuel Perreira juntamente com alguns pastores estavam fora do estado.ficando assim de primeira aos cuidado do pastor Adelmo.verdadeiramente aquele homem era um grande homem de Deus.
Conheci este valoroso servo de Deus quando era pastor na cidade de S.M. dos Campos, por diversas vezes estive presente nas festas junto com o Pastor José Néco, grande era o apreço da comunidade Miguelense pelo trabalho exercido na comunidade, orador nato tinha muita facilidade em pregar a palavra de Deus habilidoso no trato com as pessoas era muito querido, nos deixou um grande legado.
Não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente este Homem de Deus. Foi uma verdadeira perda, porém só resta o exemplo de fé, de Obreiro, pastor... Combateu o bom combate acabou a carreira e guardou a fé. AMÉM!
